Ad ni versário
A vida a à ela. Momentos. Sentenças, crenças, renascenças, carências. Privar-se de algo que não se sabe ao menos com certeza o que é. Apenas uma breve e efêmera lembrança. Memória serve para ser usada. Clonar uma realidade até utópica. Querer voltar no tempo e na vida. De outros também. Poder imaginar um fim diferente daquele que nos aguarda. Ir em busca do inatingível e seguir apenas mais um ou dois ou nenhum e até todos os caminhos previsíveis. O fim é apenas um e o mesmo para todos. Imaginação. Dois pontos. Supérflua e sucessão de momentos tormentos e fomentos que, numa tentativa burlesca de escapar das vicissitudes da vida e do mundo tal qual uma saída de emergência e uma catapulta, a torna real. Eis eles, nova e conseqüentemente. Porque não se separam nunca? Um leva e carrega e definha e desmorona os planos dos outros. O outro leva o e ao mesmo tudo e todos. Não necessariamente numa e nessa ordem cronológica e lógica. Talvez sejam ou não passem de uma segmentação ou uma coisa só e única. De que adiantam previsões. Pode ser e pode não ser. Será? E estatísticas? Previsões então nem pensar. Passam longe da sábia compreensão humana. Só enxergar, e o fazem muito bem, aliás, aquilo que mais apraziam. Prazer rima com isso também. Talvez sintam uma sensação de alívio e gozo e riso. Nem se importar com o cotidiano árduo de outros do mundo a não ser é claro do seu. E daqueles que fazem parte do mesmo. Soê-los-emos como um dia, como uma música esperada e aguardada por todos. E, os anos. Ânimos principalmente. Mais velhos do que aparentamos ser não importando incisões plásticas e consciências. Conseqüências do tempo. E de uma árdua e extenuante vida. Talvez uns meses somados a datas mais imprevistas, na maioria das vezes não, resultem e definam esses anos de vida que comentam, aplaudem e nem sabem ao menos o porquê disso tudo. Ninguém quer e anseia ser mais velho, apenas mais experiente dizem. Seja esta útil, fútil, aprazível ou maravilhosa e belamente horrorosa. Talvez seja por isso que comemoram. Para desmistificar sua realidade. Muito mais antiga e irreconhecível que as marcas. Estas apenas a parte mais exposta e visualizada e odiada. Nova, mas igual e comum. Tal qual a manhã seguinte. E a tarde. À noite muda, tudo muda. Trocando em miúdos os muitos minutos eles são apenas meras demarcações. Para tolos, todos. Toldos sobre suas cabeças e percepções contra o mau tempo, que definem assim. Deixem que encharque. Porque se esconder? Ou se proteger. Os espelhos com que são freqüentemente presenteados tão e somente servem para refletir um mundo decadente e imagens. A realidade. Mas não a verdadeira. Luz, penumbra e efeitos nada luminosos ressalvam composições e disfarçam imperfeições. Olhos falsos ofuscados pelo brilho de tantas espertezas. Assim cegados pelo seu egoísmo acabam por matar e arrematar aquilo que não são, mas tentam e gostariam que fossem. Alter-ego. Deja vu. Onde? Aí. À sua frente. E em sua mente. Apenas. Mas ela não tem muita relevância. Aparato de tudo que não entendem. Escoriações. Reflexões para todos apenas aquela em frente e à frente das laminadas superfícies.
Escrito por Mim às 22:05:54
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Cá voltei. O que farei. Ou serei. Não sei. Espero mais um pouco. A pouco. Há segundos escassos. E, descalço tento andar. Voltar. De onde vim por onde parei. Ninei todavia não mimei. Miaram. Acalentaram, brincaram. Pularam. Sentiram falta. Algo. Quase tudo.Isso é vago. O que não o é? A ralé continua lá. Pás, âncoras. Sinto cânfora. Câncer da humanidade: imbecilidade. Fútil idade. Senhora coroa. De assuntos. Os assentos sempre ali. Prontos. Para captar. Atar. O que nunca se juntou. Estou farto. Pardo. Cansado. Assado. De sentinelas. Querelas. Quer elas?Beijo-queijo. Rato estupefato. Calado alvejado. Mau-amado? Negativo. Positivo como cumprimento. A cena: aceno. Acento. E sento no assento. Sinto muito. Fruto da ausência. Demência pela carência. Semblante sempre errante. Pedante. Retardaste. O tempo lamento. Delonguei. E chorei.
Choveu. Ruiu. Que frio.
Escrito por Mim às 21:59:17
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O que será então?
Alguém na escuridão. E na solidão. Tão quieto, é certo. Quer perdão? Ou senão um outro coração. Para juntar-se ao seu. Eu. Lúcido lúdico. Poético tétrico. Paranóico dióico. Performático. Exílio dum exímio ator. Extinção é o horror. Tensão pelo calor.
Real. Peça. Ato. Pressa, rápido. Parece não agüentar mais. Tanta sofreguidão. Um fato, cresça Ou desapareça. Acenda a luz. Ela nos conduz. Milhares de anos. Tento acenar, porém o que será que há? Algum problema, é claro, meu caro. Mas qual,
Um dilema? Ser ou...Não sei. Sem retorno. No entorno, tão somente serração.a sensação do dia preste a nascer. Preste atenção. Eles virão. Sóis, luzes e reluzes. Pessoas algozes.
Vozes. O verão assim. Outono de outros. Inferno de inverno. Podes disfarçar. E também nem ligar. Para o que dirão ou pensarão. Hão de falar. Quiçá calar.Andar é a solução. Voltas tortas, anedotas. Curvas turvas. Sinalização. Às tuas turras faço menção. Cabisbaixo no alto de um edifício. Eu sei, é difícil. Um gato a passar e a passear. Seja ele. Sem medo, fobia, agonia. Olhe para o solo, sem temor. Com amor. Assim se inicia. Consolo-te. Com sono. Cá estou. Faço-te companhia. Isso é fácil. Deveria dormir e sonhar. Ajudar-te-ei. Mas prestes a desabar. Em calma cama. Até. Mas rapaz,
Fique em paz.
Escrito por Mim às 21:55:24
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Bem-te-vi
Desde que a sociedade se conhece como tal - 1 força destruidora, pestinencial e motriz do mundo - o homem se depara com um um sério empecilho: condizer com seus mais profundos almejos, ou com uma postura tida como correta por outrem. Séculos se passaram e , esse sentimento - não + de dúvida mas sim de medo - ainda continua a afligir inúmeros seres, ávidos por liberdade criadora. Quantas espécimes de indivíduos - sábios, tolos, inócuos ou demasiados - já não devem ter se deparado com esse dilema restritivo. Quantos Galileus mais não devem ter morrido por tentar mostrar seus ideais, idéias, tidos como revolucionários e até absurdos à época que se procedia - ou tendo de abnegá-los até as últimas consequências e instantes para poderem desfrutar de mais um sopro de misericórdia? Eis o preço do convívio em sociedade: ser moldado e esculpido conforme os parâmetros pseudo-tradicionalísticos e sequer - mas muito raramente - conseguir frangir alguns limites da além compreensão sábia. Sabia? Sabiá! Não! Bem-te-vi: fatos notórios ou não alastram-se numa velocidade imprenscidível e quando menos se espera, já há 1 punição pelo ato ou efeito de algo. Como se os fatos extrínsecos não bastassem, há ainda a sujeição paciente às contrariedades e vicissitudes da vida e do mundo, simplificadamente, a resignação enternecida. Por mais avassaladores, profundos e desconcertantes que sejam seus desejos - leia-se almejos - sempre há um inconsciente - muito consciente, aliás - que lho impede de fazer aquilo que tanto lhe apraz ou aprume. Fruto isto, da pressão interna a que todos somos submetidos. E, mesmo que renegados à uma vida eremita - e errante - algo nos impede de desbravar o inatíngivel. Fruto agora da comprovação das consequências de uma vida em sociedade, mesmo que por ínfimos espaços de tempo.
Escrito por Mim às 21:19:46
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Ao Coração então
Seria mesmo esta a região do inesperado? Talvez por ninguém gostar - ou poder - prever um taquicardia ou 1 infarte do miocárdio, mas seja por esta ou por outras mais causas, o coração - o músculo - e o coração - emoção - realizam muito bem, e às vezes até de mais, suas funções, planejando cada passo, cada milímetro de sangue que seja, numa atividade intensa, fria e muito mas muito calculista. Feche sua mão, pois bem, aí está aproximadamente o tamanho de seu coração - siga este conselho e jamais abra de novo. Num indivíduo adulto, este pequenino órgão chegar a pesar quase duzentos e cinquenta gramas - tal quantidade de massa, não renderia um ótimo colar de pedras ou de brilhantes? Oh! Isto é óbvio, desde que "inventaram" o casamento, e especialmente aquele anelzinho descompromissado, mas que nada tem de despretensioso - este valorizado comumente só devido à suas incrustações mineiras e rochosas, tanto que os nomes são renegados à um plano inferior, no interior da abençoada superfície dourada. Funcionam durante toda a vida quase sem bruscas interrupções, daí conclui-se que esta sua contínua atividade é 1 dos processos vitais do nosso organismo. Está aí a comprovação racional de que toda aquela espera por um amor não-correspondido e, pior por aquele de infância, é uma tremenda pseudo-sentimentalização. Há ainda a velha estória de amor à primeira-vista, e como todas as demais frases, prolixas, é passível - e possível - certamente de ineptidão neuronal. À esta, resta-nos saber se algum cego ou algum míope tem essa comprovação. Amém. Já agora visto o outro lado da estória - da moeda e de qualquer outra coisa com 2 lados - é que se pode concluir a face obscura do coração uma vez que há 1 involuntariedade do mesmo já virou dito popular. Nele quase nada há de inesperado, sempre há um interesse implícito pelo jeito de alguém ou algo.
*Redação escolar criada aos 16 anos pós-cordão umbilical. Terceiro colegial, professora Regina Célia.
Escrito por Mim às 19:36:33
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