É agora.
Até que ficou bem apresentável esse meu blog. Não achas? Caso não tenhas percebido ainda, há um campo destinado aos comentários e críticas. Escreva sobre os assuntos propostos e, por favor, sem besteiras ou xingamentos. Devo, após sucessivas e difíceis leituras, aumentar o tamanho da letra, como se não bastasse alguns fatores intrínsecos e muito relevantes, tais como o tamanho do monitor que, como a luz, às vezes, entorpecente que vem até nossos olhos; as muitas horas que normalmente ficamos em frente ao computador, além é claro fe deformações oculares congênitas, teria mais essa ainda para aguentar. Sinceramente, não sei o que irei escrever. Por ora, apenas contarei sobre a vontade de expôr minhas idéias, ideais, críticas, assuntos atuais. Tarefa árdua, já que há um espaço abissal para digitar e sobre o quê falar. Também devido à falta de linearidade aparente entre os temas e assuntos abordados. Começarei fazendo um apanhado geral sobre o que tenho visto em tantos diários virtuais mundo afora. Sinceramente, pouquissímas pessoas querem saber o que fulano de tal esteve fazendo em suas férias recentes, com quem saiu, o que comeu no jantar de domingo com a família, aquilo que comprou em qualquer loja do shopping, ou outras tantas coisas que só dizem respeito à sua pessoa. Sim, são chamados diários virtuais, todavia, isso é muito pouco além de narcisista. Além disso, tentarei, na medida do possível, evitar, ao máximo, os vícios bem como os erros linguísticos das salas de bate-papo, embora confesse ser muito engraçado e interessante até, ver a maneira que encontram para escrever palavras com acento, ou para exprimir vontades e ações através de onomatopéias. Gírias da língua falada são logo incorporadas, com as devidas adaptações, ao vocabulário virtual também. Tenho uma visão um pouco estranha acerca das ações de muitos ao colocarem fotos em qualquer que seja o 1/2 de comunicação. De imagens já estamos cheios: compre esse último aparelho de celular, olhe a moça na revista, as novas bossas, bolsas, etecétera. Além disso, essa comunicação através de cabos e conexões nos possibilita aprimorarmos nossas qualidades, sem que precisemos mostrar nossas faces. Isso é interessantíssimo; um trabalho de real identificação com aquilo que somos e sobretudo com os que queremos encontrar. Uma vez que, em se tratando de fotos retocadas ou apropriadas, acaba sendo o que nos + chama atenção. Ficando presos ou tendo em vista tão somente aquilo, podemos correr o risco de apenas continuar mantendo contato com certas pessoas devido à ela; Outras itenções e atenções. Segunda não, pela terceira vez houve a necessidade de reconstrução total desse diário, isso porque havia a vontade dum acesso restrito todavia, devido à essas tecnologias falhas, nem o próprio autor/mentor do mesmo conseguiu entrar para bisbilhotar, e ver como havia ficado sua obra. Ato conseguinte, tudo outra vez. E mais outra, e assim por diante. Que falta faz um pedaço de papel e caneta às vezes, borracha e corretivo também. E, alguém por perto. É certo que distância e tempo não interessam nesse 1/2 virtual. Tanto que o temos como um refúgio, um esconderijo para alguns muitos. A realidade está difícil para qualquer um. Tanta desesperança nutre as constantes vindas para cá. As montanhas de informações estão por toda a parte, escondidas, apenas esperando uma senha ou uma palavra nada secreta para se revelarem aos olhos de todos. Caminhos por vias excusas e escuras. Mas aqui apesar das voltas tortas, há volta. Uma seta a afirmar e mostrar o lugar seguro. Respiramos então, mas a página expirou. O mapa evaporou, a idéia voou. Foi para não sei onde. Cadê? Não a vê? Está agora a mercê de novas buscas. Cansaço em cascata, em casa. Num trabalho terminável e esperado. Pausado e recomeçado tantas e muitas vezes. Paciência é um jogo que podemos perder rapidamente. Pense rápido e aja na mesma velocidade. Veloz cidade. Feroz idade. Todos passando apressados. A olhar fico. Ao olhar, finco. Objetos, trajetos, pensamentos. Carros voam, sons ecoam, áviões sobrevoam. Sob nossas cabeças, sob nuvens de poeira, de chuva. À beira dos rios poluídos todos param. Passam muito devagar. O ar passa pelas narinas, contaminando tudo. Veias, artérias, pulmões. Cigarros são escapamentos humanos. Seres gasosos, mentirosos. Gêneros femininos desses substantivos nem cantam mais por essas bandas. Bandos de pássaros páram para ouvir as calúnias, a balbúrdia. À noite, todos param. Para assistir algo. Exceto a si mesmos. Olhando e criticando os demais. Nada mais. E, de mais. Rotina cretina. Faltam muitos minutos para conseguirmos fazer tudo o que queremos e sobretudo, o que queríamos deixar pronto. Somos todos tontos. Destruindo a nós próprios. E tudo ao nosso redor. Em poucos anos, não teremos mais para onde ir. Milhares estarão por vir. Gostaria de estar aqui para ver o que farão a respeito. É quase certo que não terei tal oportunidade. A idade terá pesado. Estarei cansado. Quiçá jazendo sob alguma caixa de concreto. Com anjos e dizeres desta pessoa escritos e esquecidos numa tabuleta. Papéis e rascunhos em baús empoeirados. Fotos amareladas e carcomidas. Faltará comida. Serei a de vermes. Servirei de prato principal. Menos mal. Sobremesa sob a mesma mesa de todos.
Escrito por Mim às 17:25:55
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